Pensar no gênero heavy metal como um estilo isolado
é tentar colocar uma grande metrópole dentro de uma pequenina e pacata cidade
do interior, visto que a sombrinha do estilo dá cobertura a diversas facetas e abordagens. Muitos estão firmes até os dias de hoje, trazendo o sorriso ao fã incondicional,
mas há aqueles que por um motivo ou outro se desgastou ficando de pé apenas as
bandas pioneiras do determinado estilo. Esse é um blog inteiramente dedicado a uma das maiores expressões artísticas, música. Se você é, assim como eu, um grande fã dessa arte, seja muito bem vindo!
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Angra: Alcançando Novos Horizontes
Pensar no gênero heavy metal como um estilo isolado
é tentar colocar uma grande metrópole dentro de uma pequenina e pacata cidade
do interior, visto que a sombrinha do estilo dá cobertura a diversas facetas e abordagens. Muitos estão firmes até os dias de hoje, trazendo o sorriso ao fã incondicional,
mas há aqueles que por um motivo ou outro se desgastou ficando de pé apenas as
bandas pioneiras do determinado estilo. sexta-feira, 9 de março de 2012
Hangar: 15 anos de estrada
Há um bom tempo atrás
se perguntasse a um fã brasileiro de música pesada quais as bandas formam o
time de elite do metal nacional, a resposta era previsível e de certa forma
mecânica. Poucas peças mexiam no tabuleiro e sempre passava a sensação que nada
valeria atenção se não viesse daquele seleto clube. Pois o tempo passou e é
certo que o mercado evoluiu junto. Inúmeras bandas ganharam vida, e principalmente,
tomaram corpo para provar que dá para tirar muito caldo da prata da casa. sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Within Temptation: The Unforgiving Tour 2012 (Rio de Janeiro - Circo Voador)
“Fire and Ice” é o primeiro momento de calmaria. Mas como dizem: a calmaria precede a tormenta. “Ice Queen” é de longe o momento mais intenso do show, com público cantando cada verso e melodia. Não sei se os fãs mais afoitos se atentaram, mas a canção sofreu uma notória mudança de tom em relação ao registro em disco, visto que alcançar as notas originais não é uma tarefa das mais fáceis.
Uma rápida pausa para esfriar as idéias, algo mais que merecido visto o calor sufocante que fazia na casa. Na volta ao palco, “Hand of Sorrow” é energética e retoma fácil, fácil, o pique do show. O grand finale fica por conta “Stairway to the Skies” que pouco conta a favor da banda, sendo uma canção facilmente substituível no set list dos holandeses.
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Angra: Aqua (Reborn Again)
Aqua é o disco que os fãs do Angra têm cobrado e esperado há alguns bons anos, arrisco dizer que estavam até cansados de esperar, mas valeu cada ano dessa – “interminável” – espera, porque o álbum resgata tudo que os fãs desejam ouvir, estão lá boas doses de melodia, peso na medida certa e, lógico, todos aqueles elementos tipicamente brasileiros, que fez a banda criar e imprimir sua identidade, indo na contramão de uma enxurrada de bandas, cujo adjetivo mais positivo é insosso. Além disso, o disco foi produzido pela própria banda, o que foi uma das decisões mais bem acertadas pela banda, com co-produção de Brendan Duffey e Adrian o Daga, portanto, Aqua transpira, em cada canção, a maturidade que o Angra vem construindo em seu quase vinte anos de atividades, ou seja, é a banda em uma de suas melhores performances.
Mas o bom mesmo é dizer, ou no caso escrever, que o Angra está mais vivo do que nunca e muito bem, obrigado!
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
MaestricK: Brazilian Pride
Olá, amigos, é um prazer bater esse papo com vocês. Gostaria de começar perguntando qual é o conceito que alicerça o nome da banda, MaestricK?
Olá Marcelo, o prazer é todo nosso! Bom, vamos lá. Desde quando começamos a buscar o nome, queríamos algo que representasse a nossa proposta musical, e naturalmente, ela é conseqüência de quem somos e do que buscamos como pessoas. A palavra MaestricK então surgiu a partir da mistura da palavra “Maestro”, que remete a erudição, seriedade, disciplina, e o conceito da palavra “Trick”, que significa truque, trapaça, travessura e porque não bom humor. Imediatamente, percebemos que esse era o nome e estamos muito gratos por termos encontrado.
A banda é audaciosa em sua forma de construir sua música, onde diferentes facetas culturais são envolvidas, por exemplo, literatura, fotografia, dança, teatro, etc. Como trabalhar numa repleta palheta de referências sem perder o foco?
Eu acredito que estabelecendo uma linha mestra, um elemento comum entre tudo isso, no caso a música, porque não podemos nos esquecer que somos uma banda. A partir disso fica mais fácil organizar as idéias. Mas isso acontece simplesmente por uma questão de localização. Para nós tudo deve fluir da nossa maneira claro, naturalmente e sem forçar em nenhum sentido.
Da minha parte, posso dizer que eu sou um entusiasta quando o assunto é arte. Veja bem, não sou um profundo conhecedor, mas sim um admirador. Adoro ir a exposições, amo cinema, circo, “ballet”, literatura e, claro, música! Cada um aqui tem suas predileções e estilos favoritos, mas o que importa é que isso sempre contribui demais pro trabalho do MaestricK.
Claro! A questão da “Aquarela Sonora” é simplesmente uma forma de associar uma manifestação artística a outra. Contextualizar e dizer que para nós e nosso trabalho, tudo pode andar junto. Um exemplo seria partir de uma idéia musical. Pra gente é interessante nos perguntar: “Que imagem ela passa? Que cor ela tem? Se ela fosse um quadro como seria?”. E isso funciona de forma inversa também. “Que trilha sonora uma imagem ou história teria?”, e por aí vai!
Essa complexidade que você atribui ao nosso trabalho, eu penso que é simplesmente zelo por parte de todos nós. Desde o começo, nós nos preocupamos com os mínimos detalhes justamente por isso que você citou. Somos e nos sentimos responsáveis por passar da melhor forma possível as idéias e o que elas representam pra gente. Mas é só isso. Não temos compromisso com nada além. Se amanhã decidirmos seguir uma linha mais minimalista, vamos trabalhar pra fazer o melhor possível e aí o “peso” da responsabilidade será o mesmo.
Foi simplesmente espetacular e totalmente acima de qualquer expectativa graças à Deus! Muitas pessoas maravilhosas de diversos estados, até países vieram até nós de forma positiva e conseguimos dar um gostinho do que é o “Unpuzzle!” para elas. Isso foi coroado com o prêmio de melhor banda do estado de São Paulo no site Whiplash, que é o maior no segmento Rock/Metal do Brasil, e por votação popular. Foi uma grande surpresa e uma afirmação pra nós de que devemos continuar dando o nosso melhor da forma que estamos fazendo.
Foi uma escola, Marcelo. Em todos os sentidos! Nós nos sentimos lisonjeados e agradecidos por termos conhecido e trabalhado com os geniais Gustavo Carmo, produtor, e o Rodrigo Carmo, que comandou boa parte das gravações aqui no Brasil, além é claro de abrilhantar o disco com o seu “vozerão”. Vale dizer que os dois estão com uma banda nova chamada “House of Bones” e estão chegando com tudo!
Eu posso dar minha perspectiva de duas formas e de maneira objetiva. A primeira é como músico de uma banda que está acabando de lançar seu primeiro disco, e por conta disso, não posso falar muito além de que estou disposto a dar o meu melhor com meus amigos e procurar fazer sempre as coisas da forma que a gente acredita. A segunda é como fã, e posso dizer que só compro e vou aos shows das bandas que gosto e me identifico de alguma forma, sejam nacionais ou não.
Pé no chão e muito trabalho na divulgação do “Unpuzzle!”! Estamos compondo nosso show e esperamos apresentá-lo o quanto antes. Esse é mais um filho que está pra nascer com o disco.
A você Marcelo, nosso muito obrigado pela atenção e pela gentileza de nos ceder esse espaço! Espero que você e todos que escutarem nosso trabalho sintam tudo de bom que foi depositado nele e que vocês saibam que podem sempre contar com nosso melhor e com nosso compromisso com a arte acima de tudo. Desejamos muita luz, paz e um ano novo cheio de amor e realizações! Até as próximas!
Nota: Realizei essa matéria para o Jornal do Interior Sul Fluminense: http://digital.jornaldointerior.info/ed137/
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Avantasia: Constelação Européia em São Paulo
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Anvil: The Story of Anvil

Caro leitor, imagine você planejar sua carreira profissional, saber sem a menor gota de dúvida aonde quer chegar, e mais, ter talento necessário para tal, mas por uma ironia do destino você fica no banco de espera por quase trinta anos para atingir seus objetivos e sonhos. A banda canadense, Anvil, formada no final dos anos 1970 foi protagonista de uma estória com esse teor de agonia, paixão, drama, choro e muita perseverança e os papéis principais dessa obra dramática foram interpretados pelos amigos de infância Steve “Lips” Kudlow e Rob Reiner.
Mesmo sendo precursor dos aclamados gêneros thrash e speed metal, terem o status de “semideuses” do metal canadense e ainda conter em sua discografia tesouros como a trinca Hard n’ Heavy, Metal on Metal e Forged in Fire, a banda Anvil nunca atingiu níveis estratosféricos de popularidade, tampouco viu sua carreira deslanchar como as instituições metálicas Iron Maiden, Scorpions, Judas Priest, etc, mas apesar de todas as adversidades enfrentadas, a banda nunca parou de tocar ou mesmo acreditar em seus objetivos.
O documentário Anvil – A Estória de Anvil, como o nome entrega, conta a trajetória da banda e foi produzido pelo fã e ex-roadie, Sasha Gervasi. Sasha é diretor e roteirista de filmes como O Terminal e Henry’s Crime, e foi dele a idéia de rememorar o público a importância do nome Anvil. O que faz desse documentário ser especial – e item obrigatório na coleção de qualquer fã de música pesada – é o fato de ser uma lição de vida seja você fã de rock n’ roll ou não. É impossível assistir esse filme e não fazer uma auto-reflexão e, muitas das vezes, constatarmos que reclamamos e ou desistimos de nossos sonhos na primeira barreira que nos sobrepõem. O que esses canadenses nos ensinam, mesmo que para alguns seja numa forma simplista e infantil, é que o amor a uma determinada causa é o diferencial que fará de você vitorioso cedo ou tarde.
Louvável o trabalho Die Hard Records em disponibilizar esse título aqui no Brasil, e ainda adicionar doze músicas bônus entre faixas de estúdio e ao vivo e contar com legendas em português. Além disso, a gravadora trouxe ao mercado outros clássicos do calibre de Bonded by Blood – Exodus; Darkness Descents – Dark Angel e No Place to Hide – Santarem. Mais que recomendado...
Nota: Matéria realizada para o Jornal do Interior Sul Fluminense.http://digital.jornaldointerior.info/ed131/









