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sábado, 15 de dezembro de 2012

Nightwish: Imaginaerum Tour - Rio de Janeiro



O provérbio popular: há males que vem para o bem, recai fácil, fácil na vida do cidadão comum, onde uma suposta dificuldade e ou problema, a curto prazo, pode desdobrar-se numa grande oportunidade futura. E não pense, caro leitor, que o mundo da música fica imune a tal máxima, afinal, não faltam exemplos onde a afirmação acima ganhou vida e, lógico, um final mais que feliz. 

O mais recente, e talvez mais comentado, caso no mundo do rock fora a abrupta saída – ou demissão – da vocalista, Anette Olzon, da banda Nightwish, deixando pipocar inúmeras interrogações na cabeça dos fãs. E o que tinha todos os trejeitos e sintomas de uma tragédia grega acabou saindo melhor que encomenda, porque a atitude de trazer a cantora, Floor Jansen (ex- After Forever, Revamp), para cumprir as datas restantes da turnê, revelou-se como a mais sensata e razoável diante de todo o imbróglio.  

O show na capital fluminense, na última segunda-feira (10), rechaçou as previsões mais pessimistas e provou que o público carioca ainda nutre apreço especial pela música dos finlandeses. Com casa cheia e um calor que beirava o fim dos tempos, a banda debutou com “Storytime”, que de cara revelou a pujança do vocal e interpretação da nova vocalista. Sem meias palavras o baixista/vocalista, Marco Hietala, reforçou o quase óbvio: Floor Jansen é a nova frontwoman da banda, o que gerou grande contentamento por parte do público. 

“Dark Chest of Wonders” e “Wish I Had an Angel” rememoraram o apogeu da carreira dos finlandeses, onde gozavam de grande popularidade alicerçada pelo interessante álbum, Once.“Amaranth” manteve o clima de festa instaurado pelos cariocas, o que garantiu largos sorrisos por parte dos músicos. Como o título denuncia, a canção “Scaretale” trouxe contornos soturnos digno ao circo dos freaks e relembra os melhores contos de terror. 


“I Want My Tears Back”, “The Crow, The Owl and  The Dove” e “Lost of the Wilds”  trouxeram o convidado especial, Troy Donockley, tocando gaita irlandesa. E por mais que o instrumento seja bacana e Troy seja um bom instrumentista fora uma participação que pouco agregou ao saldo do show. “Nemo” traz à mesa, mais uma vez, o disco Once, provando que se no futuro quiserem dormir sobre os louros terão que suar, e muito, a camisa.

“Wishmaster” e “Ever Dream” sempre serão sinônimos de euforia pelos entusiastas à banda. “Over The Hills and Far Away” tem boas intenções, mas pouco anima. O ponto alto do show veio com a canção “Ghost Love Score”, onde o poder de interpretação da nova vocalista foi aprovado com louvor. “Song of Myself” é longa e complexa e poderia ceder lugar a duas canções com maior apelo diante do público. “Last Ride Of The Day” não é uma canção execrável, mas passa longe de ter os predicados necessários para encerrar o show em grande estilo. 


Como fora dito: há males que vem para o bem. E, com certeza, todo esse imbróglio que envolveu o nome Nightwish nos últimos meses teve um – suposto – final feliz, o que fora mais do que comprovado na apresentação da última segunda-feira. Se as intempéries passadas terão cenas dos próximos capítulos só o líder Tuomas Holopainen pode dizer, mas se ele mexer nesse time é porque tem probleminhas na cabeça.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Kiss: Monster Tour 2012 - Rio de Janeiro



Em meados dos anos 1970, quando o movimento rock n’ roll passava por um dos seus melhores momentos – senão o melhor e significativo – era fácil ver grupos de amigos empunhando instrumentos a fim de respirar toda aquela mística e criativa áurea que pairava no ar. Dali surgiram formações seminais para história da música contemporânea, que, sem a menor gota de dúvida, serão objetos de apreciação, e porque não, objetos de estudos de gerações futuras. 

Nesse baú de preciosidades infinitas da década 70, o nome Kiss veio ser a combustão perfeita para uma juventude ávida por heróis que fugissem a cartilha do politicamente correto e que pudessem, a todo custo, transformar a vida dos mais conservadores o pior pesadelo jamais visto. Com composições simples e de grande carga emotiva, adicionando à receita uma das mais geniais sacadas do mundo da música: o apelo visual com as mascaras, o Kiss tomou de assalto a posição de maior espetáculo de rock do planeta, o que se perdura até os dias de hoje.

Perto de completar 40 aninhos de bons serviços prestados à música, a instituição Kiss esbanja vigor e competência que sempre lhe fora peculiar. Isso se aplica tanto às apresentações ao vivo quanto aos recentes registros de estúdio. E o melhor lugar para ver todo o poderio sonoro e cênico dos americanos é em seu habitat natural, o palco. Com três datas no país – Porto Alegre (14); São Paulo (17) e Rio de Janeiro (18) – o Kiss mostrou, mais uma vez aos brasileiros, o porquê de ser a banda mais quente do mundo. 

A festa na capital fluminense começou com os trabalhos da banda paulista, Viper, que vem rememorando de uma maneira muito feliz os dois primeiros discos de estúdio, Soldiers of Sunrise (1987) e Theatre of Fate (1989), lançados nos idos dos anos 1980. Canções como “To Live Again”, “Living for the Night” e “Rebel Maniac” sempre serão festejadas pelos entusiastas do bom rock n’ roll. Uma pena que essa reunião esteja com data marcada para acabar, porque, ao contrário de algumas outras tantas desastrosas, essa renderia um bom caldo no estúdio. 


A expectativa que gira em torno das apresentações dos mascarados é algo incomum no mundo da música, afinal, são poucos os nomes com semelhante credencial. Desta feita não fora diferente, o público carioca só conseguiu esvair de tal emoção sob os acordes da emblemática, “Detroit Rock City”. “Shout It Out Loud” não deixa por menos e só retifica que pelas próximas horas a capital mundial do rock é, sim, a cidade do Rio de Janeiro.

Antes de anunciar a próxima canção, o vocalista/guitarrista Paul Stanley agradece a presença do público e promete uma noite mais do que especial a todos. Promessa feita e cumprida, diga-se. “Calling Dr. Love” é cafajeste e debochada no sentido mais malicioso que você, leitor, consiga imaginar. Fazendo os pseudo-críticos morderem a língua e tomarem doses cavalares de seus próprios venenos, a banda prova fácil, fácil que o presente faz, sim, frente ao seu passado brilhante, vide as canções do novo álbum, Monster, como: “Hell or Hallelujah”; “Wall of Sound” e “Outta This World”.

Nunca foi escondido a sete chaves o fato do primeiro nome do rock a incorporar atividades cênicas nas apresentações ao vivo remeter ao lendário, Alice Cooper. Se a tia Alice inventou tal prática, o Kiss foi o responsável em elevar tudo a patamares inimagináveis, que desde a citada década 70 faz muito marmanjo marejar os olhos como uma criança em dia de visita ao parque de diversões. 

Digno dos melhores circos dos horrores, os mascarados trazem à festa cusparada de fogo, sangue, fogos de artifícios, labaredas, bateria que tem seu praticável suspendido, baixista que é içado às alturas, tirolesa, chuva de papel, telão que projeta imagens ora complementar as canções e ora com símbolos sem nexo algum e, lógico, alguns sutiãs e calcinhas fornecidos prontamente pelas mais atenciosas fãs.


A experiência de quase quatro décadas na estrada gabarita os músicos a construir um repertório bacana que tanto satisfaça banda quanto o fiel exército de fãs. Temas como “God of Thunder”; “I Love It Loud”; “War Machine”; “Love Gun” e “Psycho Circus” garantiram que a temperatura na Arena HSBC ficasse perto do estado de ebulição. Os fãs que já estão maturados pelos anos de rock n’ roll se deliciaram com o adendo de “Won’t Get Fooled Again” (The Who) na canção “Lick It Up”, assim como os primeiros dedilhados de “Stairway to Heaven” (Led Zeppelin) em “Black Diamond”. 

O final apoteótico ficou na responsabilidade da clássica, “Rock n’ Roll All Nite”, que teve a recepção mais calorosa da noite, afinal, emanava dos PA’s o maior hino do rock n’ roll de todos os tempos. Os antigos já alertavam para ir com pouca sede ao pote, porque tudo que é bom tende a durar pouco. Batata! Como num piscar de olhos, a apresentação dos mascarados chega ao fim sob incessantes e efusivos aplausos, mas com a certeza de ter entregado aos cariocas um dos maiores espetáculos de rock do planeta.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Marillion: Vivo Rio - Rio de Janeiro


Ao pensar nos grandes grupos de rock progressivo automaticamente a memória projeta a imagem de baluartes britânicos dos anos 1970 como: Yes, Emerson Lake & Palmer, Genesis, Pink Floyd e Jethro Tull, onde cada qual dava vida a sua arte partindo de influências diversas como a complexa música clássica, o egocentrismo do Jazz e o despojamento do Blues.

Alguns mais audaciosos que outros iam além, buscando influências nas atividades circenses e teatrais. Mas o que todos, sem exceção, compartilhavam entre si era o bom gosto em criar música, que, hoje, se gabam de ter passado pelo implacável teste do tempo.

Na década seguinte, com o mercado menos receptível ao estilo, poucos foram os nomes em destaque no cenário progressivo, sendo o maior deles o também britânico, Marillion.

Desde seu primeiro registro de estúdio, “Script for a Jester’s Tear”, de 1983, a banda já despontava como uma das maiores promessas do rock progressivo. No final da década de 1980, em uma decisão ousada e precisa, o grupo muda sua voz saindo o cênico Fish entrando o até então desconhecido Steve Hogarth (How We Live e Europeans). O que poderia se transformar em uma tragédia grega acabou saindo melhor que encomenda. Com Steve nos vocais, a banda debutou em grande estilo com o aclamado “Season’s End”, de 1989. De lá para cá o grupo alternou momentos de pura magnificência e outros de gosto duvidosos.

Com turnês por todo mundo, o público brasileiro teve a oportunidade de assisti-los em duas ocasiões: Hollywood Rock (1990) e quando da divulgação do álbum “This Strange Engine”, em 1997. Desde então, os brasileiros amargaram um castigo que só veio ter o seu ponto final nos últimos dias 11 (São Paulo), 13 (Rio de Janeiro) e 14 (Porto Alegre).

A noite na capital fluminense começou com os cariocas do Anxtron e seu progressivo instrumental que se vale das ambientações, o dinamismo das composições e a qualidade individual de seus integrantes. Os caras são audaciosos apostando alto num mercado tão segmentado que é o da música progressiva, com o agravante de não ter um vocalista. Se isso vai virar razão de sucesso ou de uma corda no pescoço só o tempo dirá, mas pelo apresentado até aqui as expectativas são animadoras.

Chegada a hora que todos esperavam, é sob os acordes de “Splintering Heart” que o Marillion quebra o jejum de 15 anos longe dos palcos cariocas. De imediato já dava para se ter ideia de que a noite seria para lá de especial, com um show de ambas as partes: público e banda.

“Slainte Mhath” vem rememorar o álbum Clutching at Straws, tirando o fôlego dos presentes com seu peculiar peso. Com a educação de um lorde inglês e boas doses de bom humor, Steve Hogarth faz as honras da casa, apresentando a próxima canção, “You’re Gone”, que não tem o menor trabalho em manter a excitação do público. “Essa é uma música que lançamos na semana passada ou retrasada, algo assim”, disse o vocalista. “Sounds That Can’t Be Made” é homônima ao novo disco e, mais uma vez, agrada pelas suas nuanças e elegância que é tão peculiar à carreira da banda. A radiofônica “Beautiful” teve cada verso cantado em uníssono, fato que deixou os músicos visivelmente emocionados.

O Marillion é um dos poucos grupos que conseguem caminhar na tênue linha do pop e progressivo, pois agregam à sua música melodias de fácil degustação, regidos por uma qualidade pouco encontrada no mercado. E mesmo temas que requerem certa complexidade conseguem chegar aos ouvidos de uma maneira suave e receptiva, fugindo do malabarismo instrumental que alguns desavisados insistem impor ao público.

“Power” dá contornos ao novo disco e vem provar que criatividade é algo inesgotável em se tratando Marillion. Nessa altura do show Steve Horgarth (vocal), Steve Rothery (guitarra), Mark Kelly (teclados), Pete Trewavas (baixo) e Ian Mosley (bateria) tinham mais do que o controle da apresentação, não precisavam lançar mão dos grandes clássicos, afinal, o público carioca estava mais do que entregue às melodias e canções da banda. Ignorando esse fato, o maior hit dos britânicos, “Kayleigh”, prova que música boa passa pela prova do tempo, e essa música, caro leitor, vai sempre ter lugar cativo na memória do público.

O clima era tão intimista que os músicos pareciam tocar para os amigos mais próximos e acabou proporcionando um dos melhores momentos da noite. Sob os apelos e versos cantados numa só voz, os músicos fogem do protocolo e sacam a não planejada “Lavender”. Desnecessário comentar a reação efusiva do público a cada verso e melodia da canção. Tentaram, por duas vezes, tocar a canção “The Sky Above the Rain”, mas o baixo de Pete e o teclado de Mark não colaboraram, o que acabou rendendo boas risadas por parte da banda e público.

Sem problemas, afinal, a substituta foi um clássico do teor de “The Great Escape”. Ainda teve tempo para “Afraid of Sunlight”, encerrando o set com uma das melhores canções da era Hogarth, “Neverland. Soberbo o poder de interpretação do vocalista.

Sob pedidos incessantes do público, a banda volta para o encore com a complexa “The Invisible Man”. Mais uma vez a platéia presencia rara interpretação de uma banda para com sua obra. “Easter” é mais do que bem recebida, o que é algo corriqueiro em tratando dessa canção. A noite fecha com “Sugar Mice” que ficou irrepreensível na voz de Steve.

Depois de duas horas de show, que passaram como num piscar de olhos, o Marillion entrega ao público carioca um show memorável que fez valer os 15 anos de espera. A banda é uma das últimas representantes do rock progressivo britânico - se não for a única - que mantém uma carreira ativa, celebrando o momento presente com obras tão boas quanto as do passado. Acredite, amigo, isso é para quem pode e não para quem quer. E esses britânicos podem, e muito.

Nota: Realizei a matéria pelo site Territorio da Música http://www.territoriodamusica.com/shows/?c=1235

domingo, 7 de outubro de 2012

Epica: Requiem for the Indifferent Tour



Que o Brasil já virou rota obrigatória de artistas internacionais já não resta dúvida, afinal, bate à porta dos brasileiros as mais diversas bandas dos mais diversos gêneros, restando ao público à tarefa árdua de escolher qual espetáculo prestigiar. E parece que para o público carioca não fora difícil optar, no último sábado, dia 29/09, pelo concerto dos holandeses do Epica, porque o que se viu foi um público significativo na Fundição Progresso a fim de celebrar a música e os dez anos de história da banda. 

Divulgando o mais recente álbum, Requiem for the Indifferent, a banda se apóia, mais uma vez, em um trabalho que prima pela beleza das canções alicerçadas pela qualidade ímpar de seus integrantes. Depois do prelúdio, “Karma”, os trabalhos começam com a pesada “Monopoly on Truth” e, assim mesmo, sem direito a respiro, a já clássica “Sensorium” vem rememorar o porquê de a banda ter sido taxada como uma grande promessa quando do lançamento do álbum, The Phantom Agony. 

Ovacionada pela platéia, a belíssima frontwoman, Simone Simons, faz as honras da casa com a simpatia que lhe é peculiar e sem deixar perder o clima de festa já instaurado na casa logo apresenta a animada “Unleashed”. “Martyr of the Free Word” é a prova da maturidade da banda alcançada com os novos integrantes Isaac Delahaye (guitarra) e Ariën van Weesenbeek (bateria) – completa a banda Mark Jansen (guitarra e vocal); Coen Janssen (teclado); Rob Van Der Loo (baixo) e a já citada Simone Simons (vocal) – e do quanto o processo de substituição de integrantes pode vislumbrar novas oportunidades de caminhos a serem explorados pelos músicos.

São exatos dois anos desde a última passagem da banda Epica pela capital fluminense, sendo essa a terceira vez em que os holandeses prestigiam o público carioca com sua arte. Vale ressaltar que a banda vem vindo sempre numa crescente de público, e o mais importante, os músicos vêem numa crescente de qualidade em suas apresentações que não seria exagero nomeá-los como a principal banda de symphonic metal hoje no mercado. E é bacana ressaltar que a banda se sustenta na consistência de suas canções, não se valendo, exclusivamente, da imagem de sua vocalista, o que seria mais óbvio e, sem dúvida, a pior decisão a ser tomada pela banda. 


A intimista “Delirium”, a complexa “Serenade of Self-Destruction” e o single Storm the Sorrow trazem à tona o álbum Requiem for Indifferent; e vamos para mais uma breve viagem ao tempo com “The Obsessive Devotion” e “Sancta Terra”, representando o disco The Divine Conspiracy, sendo ambas amparadas pelo entusiasmo do público; o primeiro registro de estúdio dos holandeses volta estampado nas queridinhas do público “Cry for the Moon” e “The Phantom Agony”; e não pense que disco Consign to Oblivion ficou de fora da festa, pois do álbum vieram temas como “Blank Infinity”, “Quietus” com direito a participação do fã mais animado da noite, segundo o guitarrista Mark Jansen, e a clássica homônima ao disco. 


Como dito anteriormente, o Epica é uma banda que vem ganhando terreno a cada disco lançado e turnê, pontuando sua obra pela qualidade de seus integrantes, e o principal, vem transformando seu show numa celebração entre público e banda. Talvez seja um exagero ou até mesmo uma irresponsabilidade afirmar que se trata de umas das maiores representantes da nova safra do heavy metal. Se for ou não se firmar como tal só o tempo dirá, mas que a banda tem todos os trejeitos para tal não é segredo para ninguém. Mas é fato que a banda está com a faca e o queijo na mão para beliscar tal posto, disso não resta à menor dúvida.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Rob Zombie: Hellbilly Deluxe 2



Quatro anos se passaram desde último registro de estúdio do vocalista Rob Zombie, e esse tempo foi mais que bem usado e necessário para que o cantor colocasse de volta sua carreira musical nos trilhos, não que a coisa tenha se descarrilhado, mas é fato que sua carreira solo já não estava brilhando como na época de seu primeiro registro solo, Hellbilly Deluxe (1998), ou na época do saudoso White Zombie. O brio que Zombie precisava talvez fosse um parceria nas composições, que aconteceu com a participação ativa do talentoso guitarrista John 5 na confecção do novo álbum. 

Batizado de Hellbilly Deluxe 2 o novo disco é responsável por trazer fôlego extra à carreira do vocalista. E não pense que a idéia de trazer mais fôlego à música possa ser sinônimo de um artista presunçoso que insiste re-inventar a roda, tampouco, que toca na mesma tecla de ser cópia – refém – do próprio sucesso. Longe disso! O cantor mantém, sim, aquelas insanidades de sempre em sua música como narrativas assustadoras; letras um tanto ácidas e doentias aos mais sensíveis; inclinação ao lado negro da força e flerte com elementos eletrônicos, mas, agora, o diferencial que tudo é usado de uma forma mais dosada e madura, o que foi a chave para o resultado positivo do álbum. Os destaques individuais vão para Mars Needs Women; Sick Bubblegum; Jesus Frankenstein e Werewolf, Baby!.

Como tudo na vida há os prós e os contras, o disco tem sua cota de contras, a decisão de inserir solo de bateria no disco (na canção The Man Who Laughs) foi no mínimo bisonha, são poucos os músicos com o alvará de licença para fazer solos individuais, vide Neil Peart, e, com certeza, Tommy Clufetos não é um dos mais gabaritados para o trabalho. O outro contra vai para o fato do álbum ser curtinho, Rob poderia explorar mais sua arma secreta, John 5, visto que o guitarrista tem muita carta na manga para mostrar e ganhar o jogo já na primeira rodada. 


Para um, hoje, diretor de cinema Rob Zombie mostrou que ainda tem manha de fazer um disco bacana, e que se destaque num mercado povoado de aspirantes a rock stars que têm como referência nomes de procedência um tanto duvidosa. Indicado aos fãs e as pessoas que querem adentrar ao mundo de horrores do homem-zumbi.