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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Within Temptation – Let Us Burn Rio de Janeiro



Ser um crítico e ter como tarefa avaliar, profissionalmente, arte, seja qual for sua manifestação, é algo que exige acuracidade cirúrgica na composição da avaliação e, consequentemente, na escolha do teor dos predicados que servirão como a exaltação ou depreciação de tal manifestação artística. 

Dito isso e com total exatidão na afirmação, o predicado que melhor define e traz à essência da apresentação da banda holandesa, Within Temptation, no último sábado na capital fluminense, atende por sublime. 

Para muitos pode se valer de uma afirmação com a fragilidade de cristal e efêmera como muitas das notícias do dia a dia, mas o predicado recai como uma luva para a arte apresentada pela carismática e bela Sharon den Adel e seus asseclas – Ruud Jolie (guitarra); Stefan Helleblad (guitarra); Martijn Spierenburg (teclado); Jeroen van Veen (baixo) e Mike Coolen (bateria) – em noite de tenda cheia no Circo Voador. 

Divulgando seu mais recente álbum de estúdio, Hydra (2014), a banda mostrou o supra-sumo do velho Within Temptation com canções de sotaque operísticos e o novo onde a linguagem ganha fortes contornos de música pop. 

Com uma performance de dar inveja a muitos colegas de trabalho, os holandeses desfilaram temas como Faster; Let Us Burn; Stand My Ground; Mother Earth; Ice Queen; The Promisse; Summertime Sadness (cover de Lana Del Rey); Hand of Sorrow; Sinéad (em formato acústico)  e What Have You Done, recebendo merecida adulação do animado público carioca. 


Within Temptation é uma banda que conquista o público em habitat natural: o palco. As canções se alinham como num sincronismo quântico; a energia da performance de cada integrante traz o nível emoção que cada música necessita e o espetáculo vocal proporcionado pela vocalista, Sharon den Adel, impressiona e faz crer que talento não está à venda em toda e qualquer esquina.
  
Nessa segunda passagem por terras cariocas, a banda trouxe, mais uma vez, um grande espetáculo, e para aqueles que são reticentes quanto ao poderia sonoro dos holandeses só lhes resta o lamento, visto que um show do Whitin Temptation é em uma palavra: sublime.

Nota: Fiz a matéria para o veículo Whiplash: http://whiplash.net/materias/shows/214782-withintemptation.html

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Mr. Big & Winger - Protagonistas da mesma Arte



A dramaturgia é a arte de representar emoções por meio de personagens, e avaliando-a de uma forma descomplicada, é composta, basicamente, do protagonista e coadjuvante, onde o primeiro possui um perfil melhor desenvolvido enquanto ao segundo é reservado um desenvolvimento, digamos, tímido.

Mas o que uma breve explicação sobre dramaturgia serve para a crítica do show das bandas Mr. Big e Winger? A resposta, caro leitor, é: tudo. E é indo contra conceitos da dramaturgia que as duas bandas atuaram como protagonistas na noite do último domingo (08), Fundição Progresso/RJ, colaborando para um saldo positivo a todos: público e bandas.

Com seu hard progressivo, o Winger abriu a noite com a novata “Midnight Driver of a Love Machine”, faixa do mais recente álbum de estúdio, ‘Better Days Comin’ (2014). Sempre comunicativo, o vocalista/baixista/tecladista Kip Winger é o tipo de anfitrião que deixa a visita à vontade e feliz, e fora dessa forma que o público cantou os versos da icônica, “Easy Come Easy Go”.


Levantar a bandeira da proeminência técnica dos músicos – do citado Kip Winger; Reb Beach (guitarra); Rod Morgenstein (bateria) e Donnie Smith (guitarra/baixo) – é chover no molhado, visto que o espólio de suas obras foi responsável em ajudar moldar um estilo musical e, principalmente, se perpetuar inexoravelmente ao tempo. 

Em sabida decisão, o repertório dos americanos foi balanceado com temas das mais novas safras como “Rat Race” e “Pull Me Under” às inveteradas do teor de “Miles Away”; “Madalaine”; “Seventeen” e “Can’t Get Enuff”. Como poucos, o Winger promete e entrega um espetáculo, seja para seu público cativo ou para os marinheiros de primeira viagem, que faz valer cada centavo gasto, ou melhor, investido. 

Deixar o domingo com aquela sensação e quê da felicidade de sexta a noite é uma tarefa que só bandas da classe do Mr. Big consegue. E como conseguiu, diga-se! Amparado pelo mais recente álbum de estúdio,‘...The Stories We Could Tell’, a banda americana presenteou o público carioca com uma apresentação pautada pelo brilhantismo individual de todos os músicos, repertório bem sacado e emoção de contar com a participação especialíssima do baterista original, Pat Torpey, – substituído por Matt Starr, completa a banda Eric Martin (vocal); Paul Gilbert (guitarra) e Billy Sheehan (baixo) –  afastado por questões médicas.

Canções do multi-platinado álbum ‘Lean Into It’ como de “Daddy, Brother”, “Lover, Little Boy (The Electric Drill Song)”; “Take Cover”; “Wild World”; “Alive and Kickin’”; “Just Take My Heart”; “Green-Tinted Sixties Mind” e “To Be With You” formaram um mix interessante com temas da natureza de “Undertow”; “Take Cover”; “Gotta Love the Ride”; “Colorado Bulldog” e o cover do Priest,“Living After Midnight”. 

Como em raras exceções, o Mr. Big é uma banda a qual os predicados são aplicáveis a todos os músicos, não há holofote ostentando atenção a um determinado membro, todos são protagonistas e é exatamente isso que faz o primor e grandiosidade de sua arte.  

O saldo da noite foi amparado com sorrisos largos a quem se dispôs sair de casa e conferir dois grandes espetáculos de dois ilustres protagonistas, que rechaçam quaisquer maledicências do festivo, alegre e prazeroso hard rock. Voltem sempre, o público agradece!  

Nota: Fiz a matéria para o veículo Whiplash.net - http://whiplash.net/materias/shows/218515-mrbig.html