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terça-feira, 14 de junho de 2011

Symphony X : Latin America Tour


O mundo da música pesada é composto por vários subgêneros, uns com apelo mais comercial e com forte tendência a composições de caráter simples e objetivo, e outros subgêneros que veem exatamente nessa contramão, como é o caso do prog metal, que é a junção da complexidade do rock progressivo com o peso inerente no heavy metal tradicional. Dentre as inúmeras formações do estilo se destacam nomes como Queensrÿche; Pain of Salvation; Dream Theater; Fates Warning e Symphony X.

E, para felicidade do público que curte o estilo, o último final de semana foi especialíssimo. Duas dessas referências – Pain of Salvation e Symphony X – aportaram em solo brasileiro para uma bateria de shows, e, lógico, que nós não perderíamos essa oportunidade e fomos conferir de pertinho o Symphony X, na Fundição Progresso, Rio de Janeiro.

Nada melhor numa noite fria que um bom show para esquentar o pé e os ânimos, e o responsável por levar embora o frio foram os americanos da banda, Symphony X. Pré-divulgando o novo álbum, Iconoclast, que será lançando no fim do mês, a banda fez bonito em um show que primou pela feliz união entre técnica e peso. A clássica “Of Sins and Shadows” foi responsável em começar os trabalhos, mas logo cede espaço a primeira representante do álbum, Paradise Lost (2007), a pesada “Domination”. Vale destacar que o set list dessa perna da turnê é em boa parte estruturado nesse no disco. Canções como: “Eve of Seduction”; “Set the World on Fire (The Lie of Lies)”; “The Serpent’s Kiss” e música homônima ao disco fizeram alegria de todos os presentes.

O novo álbum, Iconoclast, veio na encarnação das ferozes “End of Innocence” e “Dehumanized”. E não pense que o passado da banda fora deixado de lado. Nada disso. “Smoke and Mirrors” é clara referência às guitarras e composições do sueco Yngwie Malmsteen. Pelo menos na época que o músico escrevia bons temas. E por falar em referências, a extensa e complexa, “The Odyssey”, nos remete aos idos dos anos 1970, quando Genesis e Cia compunham canções que chegavam ultrapassar os vinte minutos, e acredite, assim como “The Odyssey” com seus vinte cinco minutos, o tempo passava na velocidade luz. Qualidade acima de qualquer suspeita.

Symphony X, como dito anteriormente, espantou para bem longe qualquer ameaço de frio com seu emocionante show. Eu não esperava nada abaixo disso, sendo eles um dos pilares do prog metal!


Nota: Fiz a matéria para o Jornal do Interior Sul Fluminense - edição 104, pag 07.

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