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terça-feira, 2 de agosto de 2011

Mr. Big: What If Tour (São Paulo - Brasil)


No final dos anos 1980 o quarteto americano Mr. Big dava seus primeiros passos, na época, no solo fértil do hard rock, com o lançamento homônimo à banda. Mesmo sendo um solo fértil ao estilo, muitos grupos ficaram pelo caminho por não ter a base essencial para fincar bandeira no show business – talento. E inversamente proporcional a isso, Mr. Big tinha (tem) de sobra, lançando discos aclamados tanto por crítica e fãs. Mas, infelizmente, não foi o suficiente para manter a formação da banda e solucionar alguns problemas internos. As boas notícias começaram a surgir em 2009 com a reunião da formação clássica e a volta aos palcos. O que era bom ficou ótimo com o lançamento do novo álbum, What If. E para ficar excelente só faltava uma turnê pelo Brasil. Então, não falta mais. O Mr. Big veio suprir a ausência, que durou quase duas décadas, dos palcos brasileiros com duas datas no país – São Paulo 09/07 e Porto Alegre 10/07. Em São Paulo, o norueguês, Jorn Lande, foi o encarregado de abrir a noite com seu hard/heavy.

Só mesmo um bom show de rock para despachar para bem longe o frio que fez na cidade de São Paulo, mas essa tarefa só foi feita pelo Mr. Big, visto que a apresentação de Jorn pecou por um repertório fraco e pouco motivador. O norueguês é um exímio vocalista. Na verdade, um dos melhores na atualidade. Mas, infelizmente, o cantor perdeu a mão e apresentou um show morno.

Já com o HSBC Arena em quase sua lotação máxima, o Mr. Big sobe ao palco, às 23,00, com a vibrante “Daddy, Brother, Lover, Little Boy” e a melodiosa “Daddy, Brother, Lover, Little Boy”. Em uma rápida saudação o vocalista, Eric Martin, diz: “Como prometemos, nós voltamos”. A banda se apresentou no Brasil, na cidade de Santos/SP, em meados dos anos 1990. “Undertow” é a primeira a representar o poder do novo disco. A experiência de estar há décadas no meio musical é sempre benéfica ao bom músico e à boa banda, o que se aplica em número e grau ao Mr. Big. A banda soube estruturar um repertório que prestigiasse tanto as canções clássicas como “Alive and Kickin”; “Road to Ruin”; “Just Take My Heart”; “To Be With You” e “Colorado Bulldog”, quanto canções do novo álbum, por exemplo, “American Beauty”; “Still Ain’t Enough For Me” e “Once Upon a Time”.

Sei que ainda é cedo para dizer. Muitos shows e festivais virão. Mas a apresentação do Mr. Big, em São Paulo, é forte candidata a ser o melhor do ano. Como eu disse: o que era bom ficou excelente com a visita de Paul Gilbert (guitarra); Eric Martin (vocal); Billy Sheehan (baixo) e Pat Torpey (bateria), ao Brasil.

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